terça-feira, 2 de junho de 2015

A cidade egípcia enterrada no deserto da Califórnia



Depois de com­ple­tar as fil­ma­gens de seu épico “Os Dez Man­da­men­tos”, em 1923, Cecil B. DeMille enter­rou todo o set de fil­ma­gens no deserto da Cal­ifór­nia. O cenário enorme, que incluiu 21 esfin­ges de gesso, per­maneceu enter­rado lá desde então. Um doc­u­men­tarista encon­trou o local e está ten­tando garan­tir um finan­cia­mento para desco­brir todo o cenário, mas está man­tendo a local­iza­ção exata um seg­redo para evi­tar saques e van­dal­ismo. Cecil B. DeMille foi um dos maiores dire­tores de cin­ema nos primeiros dias de Hollywood.

Ele era con­hecido por suas pro­duções gigan­tescas, con­struiu sets de fil­magem enormes e teve elen­cos de mil­hares de pes­soas. Ele abriu o cam­inho para os dire­tores de block­busters de grande orça­mento como James Cameron e Steven Spiel­berg. Seus filmes mais famosos são Cleó­pa­tra (1930) e Os Dez Man­da­men­tos (1953). Outro filme pop­u­lar de DeMille foi a ver­são ante­rior de Os Dez Man­da­men­tos, que foi pro­duzida em 1923. Depois de obter um finan­cia­mento de US$ 750.000 (uma quan­ti­dade sig­ni­fica­tiva de din­heiro para a pro­dução de um filme mudo), DeMille con­tra­tou 1.500 tra­bal­hadores para con­struir uma cidade dos faraós nas dunas Guadalupe-Nipomo, que está na costa cen­tral da Cal­ifór­nia, perto de San Luis Obispo, algu­mas horas ao norte de Los Angeles.

Levou seis sem­anas para a cri­ação do enorme cenário. Havia um tem­plo que tinha 240 met­ros de largura e 36 met­ros de altura. Havia 4 está­tuas de 10,5 met­ros de Ram­sés II, que estava na frente de um portão de 34 met­ros. Havia tam­bém sur­preen­dentes está­tuas de esfinge de 5 toneladas feitas de gesso, 21 ao todo, que se alin­havam na entrada da cidade. Depois de gravar o filme, surgiu um prob­lema: o que fazer com o cenário? Ele era muito grande e cus­taria muito para destruí-lo. Eles já tin­ham gasto uma quan­tia exor­bi­tante de din­heiro criando o cenário e eles não tin­ham lançado o filme, não existindo qual­quer garan­tia de retorno finan­ceiro. E eles não podiam sim­ples­mente deixar o cenário enorme ali.No final, DeMille cobriu o cenário com areia em uma enorme vala.

Em seguida, a história foi essen­cial­mente esque­cida. Nas aulas de esco­las de cin­ema, foi con­tada como uma lenda. A história era louca e muitas pes­soas pen­saram que era ape­nas uma lenda urbana do avô dos block­busters. Isso é o que Peter Bros­nan, 30 anos de idade, grad­u­ado da escola de cin­ema de Nova York, pen­sou quando um ex-companheiro de quarto lhe con­tou a história em 1982. Em seguida, o com­pan­heiro de quarto lhe mostrou a auto­bi­ografia de DeMille e con­fir­mou que ele tinha um set de cin­ema gigante enter­rado nas dunas de Guadalupe-Nipomo.

Pouco depois, Bros­nan decidiu fazer um doc­u­men­tário sobre a ten­ta­tiva de desco­brir o set de fil­magem. Em junho de 1983, eles foram capazes de localizar o cenário, com peças de arte Netu­ni­ana espre­i­tando para fora da areia. No entanto, Bros­nan pre­cisava lev­an­tar US$ 175.000 para uma escav­ação arque­ológ­ica para desco­brir todo o con­junto. Ele levan­tou parte do din­heiro e foi capaz de recu­perar algu­mas peças que foram exibidas em uma exposição chamada “A Cidade Per­dida de DeMille.” Mas a maior parte do cenário con­tinua enter­rada.

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